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Protensão não Aderente 
 


PROTENSÃO NÃO ADERENTE

Podem ser enumerados alguns benefícios trazidos pela pós-tensão com monocordoalhas:

· facilidade de operação dos macacos para monocordoalhas devido sua relativa leveza e capacidade de carga;
· não há necessidade de se tomar cuidados contra danificações em bainhas metálicas, como no caso da protensão aderente;
· o posicionamento das cordoalhas na estrutura é simples, devido a maleabilidade do cabo;
· os nichos das ancoragens são muito pequenos e facilmente disfarçáveis por meio de grauteamento, após a protensão;
· não há necessidade de injeção de pasta de cimento;
· as cordoalhas podem assumir todas as curvaturas características da pós-tensão, economizando aço nas peças.

ANCORAGENS PRÉ-BLOQUEADAS

DETALHE ANCORAGEM PASSIVA

DETALHE ANCORAGEM ATIVA

PROGRAMA DE PROTENSÃO
O programa de protensão deve conter as informações essenciais para o controle das operações de protensão, portanto, deve fornecer, no mínimo os seguintes dados:

- aço de protensão a ser empregado (categoria e classe de relaxação);
- categoria e classe do aço da armadura passiva;
- fases de protensão, em relação à força total de protensão;
- esforço máximo de protensão;
- resistência e módulo de elasticidade do concreto, na época da aplicação da força de protensão;
- alongamento previsto para os cabos;
- sequência de protensão dos cabos, vinculada às etapas de construção da obra;
- pressão manométrica máxima do equipamento de protensão correspondente ao esforço máximo de protensão.

Nas obras é importante o controle das operações de protensão com a finalidade de permitir a confirmação do esforço efetivo aplicado nas peças. Este controle é feito através da medição dos esforços aplicados (leitura da pressão manométrica do macaco de protensão) e dos alongamentos sofridos pelos cabos.

Feito este controle, há necessidade de se fixar uma faixa de tolerância, dentro da qual a protensão efetuada pode ser considerada como atendendo aos requisitos do programa de protensão. Para estabelecimento destes critérios de aceitação devem ser consultadas as normas que tratam das estruturas em concreto e sua segurança.


USO DIVERSIFICADO PARA CORDOALHAS ENGRAXADAS

Protendido não serve apenas para as grandes obras. Com o advento da cordoalha engraxada não só se protende concreto, mas qualquer outro tipo de material como madeira, aço, etc. Assim, diversos elementos estruturais podem ser explorados com ótimos resultados.

A chamada protensão externa consiste em utilizar as cordoalhas engraxadas de modo aparente nas estruturas. Assim, a protensão torna-se alternativa interessante para reforço de estruturas em concreto ou estruturas metálicas protendidas.

Temos como exemplo de protensão externa uma passarela metálica que dá acesso ao ancoradouro de barcos em um condomínio para área de lazer no Paraná.

   

A cordoalha engraxada comporta-se muito bem em ambientes externos, pois sua bainha plástica de polietileno especial garante excelente proteção contra agentes agressivos. Além disso, torna-se ainda mais simples a execução da protensão e não há dificuldades em se adaptar as ancoragens aos mais variados tipos de estruturas.

Um outro exemplo pode ser citado:
Como vencer um grande vão ( 12 m ), de um telhado de um abrigo de automóveis com uma viga bi-apoiada com dimensões de 12 x 40 cm ? Com a protensão se consegue de uma maneira simples, barata, elegante e de grande qualidade, dando ao arquiteto uma satisfação do impossível realizado.




A protensão se apresenta como alternativa simples e de fácil execução com resultado de baixo custo atendendo as necessidades do projeto arquitetônico.


Marquise de acesso ao Hotel Bourbon Atibaia




Outra obra interessante foi uma quadra de esportes em um ginásio na cidade de São Paulo. Estrutura executada com formas plásticas e vigas protendidas, proporcionando facilidade de execução e prazo reduzido.
Utilização de cordoalhas engraxadas de diâmetro 15,2mm ( 5/8").

ELIMINAÇÃO DE PILARES

Muitas vezes, em reformas e ampliações de obras, ocorre que, com a retirada de paredes, ficam pilares locados em meio aos ambientes. Então, mais uma vez a protensão se torna uma solução interessante para a eliminação destes pilares indesejados.

Faz-se um reforço protendido na viga acima do pilar, de forma que as cordoalhas transmitam a carga suportada pelo pilar a ser retirado para os outros pilares de extremidade.

Após a protensão , o pilar pode ser retirado, o que ocorre normalmente após 4 ou 5 dias da concretagem, sendo, portanto, um processo bastante rápido.